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Scanner 3D para prótese dentária: do gesso ao STL

Revopoint Mini 2 no tripé ao lado de notebook e celular exibindo a malha 3D de um modelo de arcada dentária

Um scanner 3D de bancada transforma o modelo de gesso do laboratório de prótese em um arquivo STL que abre no software de CAD odontológico. Na linha Revopoint, o modelo indicado para esse trabalho é o Revopoint Mini 2: luz azul estruturada, precisão de até 0,02 mm e volume mínimo de escaneamento de 10 × 10 × 10 mm, segundo a página oficial do fabricante.

O fluxo básico é: preparar o modelo, escanear na mesa giratória em mais de uma posição, unir e limpar a malha no Revo Scan e exportar em STL. O resultado serve para arquivar modelos, planejar trabalhos no CAD, imprimir réplicas e trocar arquivos com o dentista ou com a fresadora.

Um limite importante antes de começar: o Revopoint Mini 2 é um scanner 3D de uso geral para objetos pequenos. Ele não é um scanner intraoral, não escaneia o paciente e não substitui a validação de cada fluxo pelo laboratório e pelo cirurgião-dentista responsável. Este guia trata só da digitalização de modelos físicos na bancada.

Por que digitalizar modelos de gesso no laboratório de prótese?

O modelo de gesso ainda é o ponto de partida de muitos trabalhos que chegam ao laboratório. Quando ele vira arquivo, o laboratório ganha em três frentes:

  • Arquivo digital. O modelo físico ocupa espaço, quebra e se desgasta. O STL fica guardado junto com a ficha do caso e pode ser reimpresso quando for preciso.
  • Entrada para o CAD. O arquivo STL é o formato de troca mais comum entre scanners, softwares de CAD odontológico, impressoras 3D e fresadoras.
  • Comunicação. Mandar um arquivo por e-mail é mais rápido do que mandar um modelo pelo motoboy, e o dentista pode abrir a malha no computador para discutir o caso.

Para uma visão do fluxo odontológico digital completo, da captura à peça moldada, veja Digitalizar. Desenhar. Imprimir. Moldar: o fluxo de trabalho odontológico digital. Aqui o foco é a primeira etapa, na bancada.

Quais especificações do Revopoint Mini 2 importam para o laboratório?

Num laboratório de prótese, o que interessa é o tamanho das peças (troquéis, hemiarcos, arcadas), o nível de detalhe e o formato do arquivo final. A tabela reúne os dados oficiais do Revopoint Mini 2 que pesam nessa escolha:

EspecificaçãoRevopoint Mini 2O que significa na bancada
TecnologiaLuz azul estruturada (Classe 1)Boa leitura em gesso claro e fosco
Precisão (single-frame)Até 0,02 mmRegistra detalhes finos, como margens e sulcos
Acurácia (single-frame)Até 0,05 mmDiferença entre a medida da malha e a medida real, por quadro
Distância de trabalho120 a 250 mmCabe numa bancada comum, com o scanner no tripé
Área de captura por quadro52 × 64 mm (a 120 mm) até 168 × 132 mm (a 250 mm)Troquel de perto; arcada inteira mais de longe
Volume mínimo de escaneamento10 × 10 × 10 mmPermite escanear troquéis individuais
VelocidadeAté 16 fpsCaptura contínua enquanto a mesa gira
Formatos de exportaçãoPLY, OBJ, STL, ASC, 3MF, GLTF, FBXSTL para o CAD e para a impressora 3D
Peso e dimensões175 g; 132 × 53 × 36 mmOcupa pouco espaço na bancada
Fonte: página oficial do Revopoint Mini 2 em revopoint3d.com.br e especificações da Revopoint (global), consultadas em 29/09/2026. Coluna “O que significa na bancada”: interpretação da equipe Revopoint 3D Brasil.

Precisão e acurácia não são a mesma coisa, e a diferença importa quando o arquivo vai virar peça. Se quiser entender melhor, leia Diferença entre precisão e acurácia.

Revopoint Mini 2 no tripé escaneando uma moeda sobre a mesa giratória com marcadores, com a malha azul na tela do notebook
O Revopoint Mini 2 no tripé e a peça na mesa giratória: a mesma montagem serve para modelos de gesso. Imagem: Revopoint.

Como escanear um modelo de gesso, passo a passo?

1. Prepare o modelo

Use o modelo seco, limpo e sem bolhas soltas ou excesso de gesso nas bordas. Tudo o que estiver sobre a mesa aparece na malha, então remova etiquetas e restos de cera que não fazem parte do trabalho.

A cor do gesso conta. O guia oficial da Revopoint “How to 3D Scan Any Object” observa que scanners de luz azul podem ter dificuldade com superfícies amarelas, laranjas e vermelhas. Gesso branco ou claro tende a escanear melhor. Se o gesso for amarelo ou muito colorido, faça um teste e, se faltar dado, aplique uma camada fina de spray de escaneamento. O post Como escanear objetos brilhantes, pretos e transparentes explica como usar o spray sem alterar a medida.

2. Monte o scanner e a mesa giratória

Na página oficial da Revopoint, as edições Standard e Advanced do Mini 2 trazem a mesa giratória (Mini Turntable). Coloque o scanner no tripé, aponte para o centro da mesa e ajuste a distância para ficar dentro da faixa de trabalho de 120 a 250 mm. Para um troquel, trabalhe mais perto; para a arcada inteira, um pouco mais longe, para caber mais área em cada quadro. Confira no site da loja o que vem em cada kit vendido no Brasil.

3. Escolha o modo de rastreamento

Arcadas com dentes têm bastante geometria, e o rastreamento por características (feature tracking) costuma funcionar. Para superfícies lisas, como bases de modelo, rebordos sem dentes ou peças simétricas, use marcadores. A Central de Ajuda da Revopoint orienta manter três ou mais marcadores visíveis em cada quadro e distribuí-los sem padrão repetido. No caso do laboratório, o mais prático é colar os marcadores na mesa giratória ou numa base sob o modelo, e não no gesso.

4. Escaneie em mais de uma posição

Uma volta da mesa com o scanner numa só altura não pega tudo. Faça duas ou três passadas: uma de cima, olhando as faces oclusais, e outras inclinadas, para as faces vestibular e lingual. Depois, vire o modelo e escaneie a base, se ela for necessária no arquivo final. Áreas entre dentes e sulcos profundos são as mais difíceis; o vídeo oficial abaixo mostra como a Revopoint trata reentrâncias com o Mini 2.

Vídeo: Revopoint 3D, “Revopoint MINI 2 3D Scanner: How to Scan Crevices” (YouTube, canal oficial).

5. Una, limpe e gere a malha no Revo Scan

No Revo Scan, o software da Revopoint, una as varreduras feitas em posições diferentes, apague o que não é modelo (mesa, marcadores, base de apoio) e gere a malha. Evite suavizar demais: filtros fortes deixam a superfície bonita, mas podem arredondar margens e detalhes finos que interessam ao protético.

6. Exporte em STL e confira

Exporte em STL e abra o arquivo no software que o laboratório já usa. Antes de liberar o fluxo para rotina, confira medidas conhecidas do modelo com um paquímetro e compare com a malha. Esse teste interno é o que mostra se o resultado atende o tipo de trabalho do seu laboratório.

Abaixo, um exemplo real publicado pela Revopoint: um dente escaneado com o Mini 2. Gire e aproxime para ver o nível de detalhe da malha.

Modelo 3D: Teeth – 3D Scanned by Revopoint MINI 2, por Revopoint 3D no Sketchfab (captura de um usuário, segundo a descrição do modelo).

O que o laboratório pode fazer com o STL?

  • Arquivar modelos de estudo e de trabalhos concluídos, liberando espaço físico.
  • Planejar no CAD, usando o modelo digitalizado como base para o desenho do trabalho.
  • Imprimir réplicas do modelo em impressora 3D de resina. Veja também Do mundo real para o 3D: scanners Revopoint na impressão 3D.
  • Trocar arquivos com o consultório, com outros laboratórios ou com um centro de fresagem.
  • Comparar versões do mesmo modelo ao longo do tempo, com o arquivo guardado.

Em todas essas aplicações, a decisão clínica continua com o cirurgião-dentista. O scanner digitaliza o modelo físico; não diagnostica, não planeja tratamento e não garante adaptação de peça. A precisão final depende do modelo, da técnica de escaneamento, do software e de cada etapa seguinte do fluxo.

Mini 2 ou outro modelo Revopoint: qual escolher para o laboratório?

Para modelos de gesso, troquéis e peças pequenas, o Revopoint Mini 2 é o modelo da linha pensado para detalhe em objetos pequenos, e a própria Revopoint cita moldes odontológicos entre as aplicações dele. Se o laboratório também trabalha com peças maiores ou quer um só scanner para várias tarefas, vale comparar com o Revopoint POP 4 no comparativo de scanners. Mais sobre o Mini 2 na odontologia: Revopoint Mini 2: a tecnologia da digitalização 3D na odontologia.

Revopoint Mini 2 no tripé ao lado de notebook e celular exibindo a malha 3D de um modelo de arcada dentária
Malha de um modelo de arcada no Revo Scan, no computador e no celular. Imagem: Revopoint.

Checklist para digitalizar modelos de gesso

  • Modelo seco, limpo e sem sobras de gesso ou cera.
  • Gesso claro; se for amarelo ou colorido, teste antes e use spray fino se faltar dado.
  • Scanner no tripé, dentro da faixa de 120 a 250 mm.
  • Marcadores na mesa ou na base, três ou mais visíveis por quadro, sem padrão repetido.
  • Duas ou três passadas em alturas diferentes, mais a base se necessário.
  • Malha limpa, sem suavização exagerada, exportada em STL.
  • Conferência com paquímetro antes de colocar o fluxo em rotina.

Quer digitalizar os modelos do seu laboratório?

A Revopoint 3D Brasil é distribuidora oficial, com nota fiscal, garantia oficial e suporte técnico em português. Veja o preço atualizado do Revopoint Mini 2 na loja ou fale com um especialista para avaliar se ele atende o tipo de trabalho do seu laboratório.

Perguntas frequentes

O Revopoint Mini 2 escaneia modelos de gesso odontológicos?

Sim. A Revopoint cita moldes odontológicos entre as aplicações do Mini 2, e o gesso claro e fosco é uma superfície favorável para a luz azul estruturada. O modelo é escaneado na bancada, em mesa giratória, e exportado em STL.

O Revopoint Mini 2 é um scanner intraoral?

Não. O Revopoint Mini 2 é um scanner 3D de uso geral para objetos pequenos. Ele digitaliza modelos físicos, como gesso e troquéis, e não é usado para escanear a boca do paciente.

Qual a precisão do Revopoint Mini 2?

Segundo a página oficial, precisão single-frame de até 0,02 mm e acurácia single-frame de até 0,05 mm, com distância de trabalho de 120 a 250 mm. O resultado final depende do modelo, da técnica e do processamento da malha.

Em quais formatos o Revopoint Mini 2 exporta?

A Revopoint lista PLY, OBJ, STL, ASC, 3MF, GLTF e FBX. Para o laboratório de prótese, o STL é o formato mais usado, porque abre em softwares de CAD, impressoras 3D e fresadoras.

Gesso amarelo ou colorido atrapalha o escaneamento?

Pode atrapalhar. O guia oficial da Revopoint indica que scanners de luz azul podem ter dificuldade com superfícies amarelas, laranjas e vermelhas. Faça um teste; se faltar dado, aplique uma camada fina de spray de escaneamento.

Dá para escanear um troquel individual?

Sim. O volume mínimo de escaneamento do Revopoint Mini 2 é de 10 × 10 × 10 mm, segundo a Revopoint. Para peças pequenas, trabalhe perto do início da faixa de distância e use marcadores na base.

Texto: Equipe Revopoint 3D Brasil, distribuidor oficial Revopoint no Brasil. Atualizado em 29/09/2026. Especificações conferidas nas fontes oficiais citadas. Este conteúdo é técnico e não constitui orientação clínica.

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