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Scanner 3D para joias: do anel ao modelo para fundição

Scanner 3D Revopoint Mini 2 no tripé escaneando uma moeda na base giratória

Um scanner 3D para joias transforma uma peça física, como um anel, um pingente ou uma medalha, em um modelo digital que pode ser editado em CAD, impresso em resina calcinável e fundido. Para isso, o scanner precisa resolver detalhes muito finos em objetos de poucos centímetros. É por isso que o Revopoint Mini 2, scanner 3D de luz azul com distância entre pontos de até 0,02 mm e volume mínimo de escaneamento de 10 × 10 × 10 mm, é o modelo da linha Revopoint indicado para joalheria.

O caminho do anel ao modelo para fundição tem cinco etapas: preparar a peça (quase sempre com spray matificante, porque metal polido reflete a luz), escanear na base giratória, fundir e limpar a malha, ajustar no CAD e imprimir ou fresar o modelo para a fundição por cera perdida. O scanner não substitui o modelista: ele entrega um ponto de partida fiel à peça real, em minutos, no lugar de horas de modelagem do zero.

Os números deste guia vêm da página oficial do Revopoint Mini 2 no Brasil e da ficha técnica global da Revopoint, consultadas em 07/10/2026. Preço e condições atualizadas ficam na loja.

Para que serve um scanner 3D na joalheria?

Na ourivesaria e no design de joias, o escaneamento 3D aparece em situações bem concretas do dia a dia da bancada:

  • Reproduzir uma peça sem molde: joia de família, peça antiga ou modelo que o cliente quer repetir e do qual não existe arquivo nem borracha.
  • Adaptar um design existente: mudar o tamanho do aro, engrossar uma haste, trocar o alojamento da pedra ou fazer o par de um brinco perdido a partir do que sobrou.
  • Digitalizar modelos artesanais: o modelista esculpe em cera ou metal, o scanner leva a forma para o CAD e a coleção ganha variações de tamanho sem refazer tudo à mão.
  • Arquivo e catálogo: com o escaneamento colorido, o acervo vira um arquivo 3D que serve para catálogo, apresentação ao cliente e registro de peças únicas.
  • Controle da peça fundida: comparar a peça que voltou da fundição com o modelo original ajuda a ver onde houve perda de detalhe.

Esse fluxo é parecido com o da engenharia reversa com scanner 3D: captura a forma real, limpa a malha e reconstrói no CAD. A diferença é a escala, muito menor, e o destino do arquivo, que é a fundição.

Por que o Revopoint Mini 2 é o scanner indicado para joias?

Joias têm três características que derrubam scanners de uso geral: são pequenas, cheias de detalhe (gravação, garras, filetes, texturas) e quase sempre brilhantes. O Revopoint Mini 2 foi desenhado para peças pequenas: a própria Revopoint o apresenta para joias, moldes odontológicos, parafusos e componentes pequenos. Veja os dados oficiais:

EspecificaçãoRevopoint Mini 2O que significa na joalheria
TecnologiaLuz azul estruturada (Classe 1)Leitura estável de detalhes finos em peças claras e matificadas
Distância entre pontosaté 0,02 mmResolução da malha: quanto detalhe de gravação e textura aparece
Acurácia por quadroaté 0,05 mmErro de cada captura isolada, em condições de laboratório
Distância de trabalho120 a 250 mmMais perto (120 mm) para o máximo de detalhe numa peça pequena
Área de captura52 × 64 mm (a 120 mm) até 168 × 132 mm (a 250 mm)Um anel ou pingente cabe inteiro no campo de visão
Volume mínimo de escaneamento10 × 10 × 10 mmLimite inferior de tamanho: brincos e pingentes muito pequenos pedem atenção
Velocidadeaté 16 fpsCaptura contínua enquanto a base giratória gira
Escaneamento coloridoSimÚtil para catálogo e acervo; a fundição usa só a geometria
Formatos de exportaçãoPLY, OBJ, STL, ASC, 3MF, GLTF, FBXSTL e OBJ entram em qualquer CAD de joalheria e fatiador
Peso175 gLeve no tripé e fácil de levar para o ateliê do cliente
SistemasWindows, macOS, Android e iOSFunciona com computador, celular ou tablet
Fonte: página oficial do Revopoint Mini 2 e ficha técnica global da Revopoint, consultadas em 07/10/2026.

Um ponto que costuma confundir: os 0,02 mm são a distância entre pontos, ou seja, a resolução da malha (a página brasileira chama de “precisão de ponto”). O erro de cada captura é a acurácia por quadro, de até 0,05 mm. Os dois números importam, mas medem coisas diferentes. A explicação completa está em Diferença entre precisão e acurácia.

Segundo a página oficial no Brasil, o Mini 2 vem com base rotativa motorizada, kit de calibração e marcadores adesivos, o que já cobre o essencial para escanear peças pequenas na bancada.

Scanner 3D Revopoint Mini 2 no tripé escaneando uma moeda na base giratória, com a malha 3D aparecendo no notebook
Revopoint Mini 2 escaneando uma moeda na base giratória: o mesmo tipo de relevo fino de uma medalha ou de um anel gravado. Imagem: Revopoint.

Como escanear uma joia passo a passo?

1. Como preparar um anel ou uma peça brilhante?

Metal polido, ouro, prata e pedras facetadas refletem a luz do scanner e geram buracos e ruído na malha. A Revopoint recomenda spray de escaneamento para objetos transparentes, escuros ou muito reflexivos. Na joalheria, o caminho é um spray matificante removível, aplicado em camada fina e uniforme, só o suficiente para tirar o brilho.

Dois cuidados: teste antes num ponto escondido e confira com o fabricante do spray se ele é seguro para as pedras da peça. Em pedras porosas ou tratadas, prefira não aplicar e, se possível, escaneie a peça sem a pedra. Mais técnicas para superfícies difíceis estão no guia Como escanear objetos brilhantes, pretos e transparentes.

2. Como posicionar a joia na base giratória?

Prenda a peça com um pouco de massa de modelar sobre a base giratória, de forma que ela fique estável e com o máximo de superfície à vista. Os marcadores adesivos na base ajudam o software a manter o alinhamento quando a peça tem poucas referências geométricas, como um aro liso.

Trabalhe perto do limite inferior da distância de trabalho (120 mm, segundo a ficha oficial), onde a área de captura é menor e o detalhe é maior. Um anel inteiro cabe com folga no campo de 52 × 64 mm.

3. Como capturar o interior do aro e as garras?

Em uma única posição, sempre fica uma parte escondida: a face apoiada, o lado de dentro do aro, o fundo das garras. A solução é escanear em duas ou mais posições (por exemplo, o anel em pé e depois deitado) e unir as capturas no Revo Scan, o software dos scanners Revopoint. Para cavidades estreitas, incline levemente a peça para que a luz alcance o fundo. O vídeo oficial abaixo mostra a técnica com o Mini 2:

Vídeo: Revopoint 3D, “Revopoint MINI 2 3D Scanner: How to Scan Crevices” (YouTube, canal oficial).

4. Como fundir e limpar a malha?

No Revo Scan, as capturas são fundidas em uma malha única. Antes de exportar, remova a massa de modelar e a base, apague pontos soltos e feche pequenos buracos. Para fundição, a malha precisa estar fechada (sem furos), porque o modelo vai virar um sólido. Exporte em STL ou OBJ.

Veja o resultado de um anel escaneado com o Revopoint Mini 2, publicado pela própria Revopoint. Gire e aproxime para conferir o nível de detalhe das bordas e do relevo:

Modelo 3D: Ring – Scanned by Revopoint MINI 2 3D Scanner, por Revopoint 3D no Sketchfab.

5. Como chegar ao modelo para fundição?

A malha escaneada entra no software de CAD de joalheria que o ateliê já usa. É ali que se faz o trabalho de ourives digital: ajustar o tamanho do aro, garantir a espessura mínima que a fundição aceita, refazer alojamentos de pedra e, se for o caso, aplicar a compensação de contração do metal indicada pelo fundidor.

Com o modelo pronto, o arquivo vai para uma impressora 3D de resina com resina calcinável ou para uma fresadora de cera. O modelo físico entra no processo tradicional de fundição por cera perdida. Os cuidados com a malha antes de imprimir são os mesmos do guia Scanner 3D para impressão 3D.

O que o scanner 3D não resolve na joalheria?

Saber os limites evita frustração e retrabalho:

  • Só a superfície visível: o scanner captura o que a luz alcança. Partes internas fechadas, como o vão sob uma pedra cravada, não aparecem.
  • Detalhes no limite da resolução: filigranas e fios muito finos podem ficar abaixo do que a malha consegue representar e precisam ser redesenhados no CAD.
  • Peças muito pequenas: o volume mínimo oficial do Mini 2 é de 10 × 10 × 10 mm. Abaixo disso, a captura fica difícil.
  • Pedras transparentes: sem spray, a luz atravessa a pedra. Muitas vezes o melhor é escanear a montagem sem a pedra e modelar a gema no CAD.
  • Não é arquivo final: a malha é ponto de partida. Espessuras, tamanhos e tolerâncias de fundição continuam sendo decisão do modelista.

Mini 2, POP 4 ou MIRACO Plus: qual escolher para joias?

Para a joia em si (anéis, pingentes, brincos, medalhas e abotoaduras), o Revopoint Mini 2 é a escolha da linha, por ser o modelo dedicado a peças pequenas. O Revopoint POP 4 e o Revopoint MIRACO Plus fazem sentido quando o ateliê também trabalha com objetos maiores, como esculturas, displays, troféus ou peças decorativas. O MIRACO Plus tem a vantagem de funcionar sem computador; os detalhes estão no guia completo do MIRACO Plus.

Para comparar os modelos lado a lado, use a página de comparativo ou o guia Qual scanner 3D Revopoint comprar?.

Quer digitalizar joias no seu ateliê?

A Revopoint 3D Brasil é distribuidora oficial: nota fiscal, garantia oficial e suporte técnico em português. Conte que tipo de peça você produz e o que quer fazer com o arquivo, e indicamos o scanner e o fluxo certos.

Perguntas frequentes

Qual o melhor scanner 3D Revopoint para joias?

Para anéis, pingentes, brincos e medalhas, o Revopoint Mini 2 é o modelo da linha indicado para joalheria. Segundo a ficha oficial, ele usa luz azul estruturada, tem distância entre pontos de até 0,02 mm, acurácia por quadro de até 0,05 mm e volume mínimo de escaneamento de 10 × 10 × 10 mm.

O Revopoint Mini 2 consegue escanear um anel inteiro?

Sim. Um anel cabe na área de captura do Mini 2, que, pela ficha oficial, vai de 52 × 64 mm a 120 mm de distância até 168 × 132 mm a 250 mm. Para ter o lado de dentro do aro completo, o normal é escanear a peça em duas posições e unir as duas capturas no Revo Scan.

Preciso usar spray para escanear joias?

Na maioria das peças de metal polido, sim. A própria Revopoint recomenda spray de escaneamento para objetos transparentes, escuros ou muito reflexivos. Use spray removível em camada fina e confira antes se ele é seguro para as pedras da peça; em pedras porosas, prefira não aplicar.

Dá para mandar o arquivo escaneado direto para a fundição?

Não é o recomendado. A malha escaneada precisa ser limpa e fechada, e quase sempre passa pelo CAD para ajustar espessuras, tamanho do aro e alojamento das pedras. Depois disso é impressa em resina calcinável ou fresada em cera para a fundição por cera perdida.

O Revopoint Mini 2 captura a cor da joia?

Sim, o Mini 2 faz escaneamento colorido. A cor é útil para catálogo digital, arquivo de acervo e apresentação ao cliente; para a fundição, só a geometria importa.

Em quais formatos o Revopoint Mini 2 exporta?

Segundo a ficha técnica oficial, PLY, OBJ, STL, ASC, 3MF, GLTF e FBX. Para CAD de joalheria e impressão, o mais comum é STL ou OBJ.

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