Um scanner 3D para órteses e próteses substitui (ou complementa) o molde de gesso e a fita métrica: ele captura a forma do membro, do pé, do tronco ou de um molde já existente em poucos minutos e entrega um arquivo 3D (STL, OBJ, 3MF) que segue para o software de modelagem, para a fresadora ou para a impressora 3D. Na linha Revopoint, o modelo mais indicado para partes do corpo é o Revopoint MIRACO Plus, porque é sem fio, tem tela e processamento embutidos e usa luz infravermelha Classe 1, segura para os olhos.
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O scanner não decide nada clínico. Ele registra a geometria; a avaliação do paciente, o projeto da órtese ou do encaixe da prótese e a adaptação final continuam sendo trabalho do profissional habilitado (técnico ortopédico, protesista, fisioterapeuta ou médico). O ganho está no registro: um arquivo digital pode ser medido, comparado, guardado e reaproveitado, o que um molde de gesso não permite com a mesma facilidade.
A própria Revopoint lista na sua página oficial de saúde três usos ligados a este tema: modelar o membro para projetar encaixes de prótese impressos em 3D, escanear o pé para palmilhas e calçados ortopédicos sob medida e digitalizar pernas e costas para órteses. Neste guia você vê como é o fluxo, qual scanner usar em cada caso e os cuidados para o arquivo sair bom.
Por que usar um scanner 3D em órteses e próteses?
O fluxo tradicional depende de moldagem em gesso ou atadura gessada, de um molde positivo e de muitas medidas manuais. Funciona, mas é demorado, gera resíduo e deixa pouco registro para comparar depois. A digitalização 3D muda alguns pontos desse processo:
- Captura sem contato: o scanner não toca a pele. A Revopoint descreve a vantagem como criar modelos 3D precisos “sem ser invasivo” (página de saúde da Revopoint).
- Arquivo reaproveitável: o modelo fica salvo e pode ser comparado com um escaneamento futuro, por exemplo para acompanhar mudanças de volume do coto ou do pé.
- Ligação direta com a fabricação digital: o STL vai para o software de modelagem de órteses (CAD/CAM) e, de lá, para a fresadora ou a impressora 3D.
- Compartilhamento: o arquivo pode ser enviado a um laboratório parceiro sem transportar molde físico.
Também dá para usar o scanner num fluxo híbrido: manter o molde de gesso que a equipe já domina e escanear o molde, em vez do paciente. É um bom primeiro passo para quem quer digitalizar o acervo de moldes sem mudar o atendimento.
Qual scanner Revopoint usar para órteses e próteses?
Na página de saúde, a Revopoint indica três scanners. A escolha depende do tamanho do que será escaneado e de quem (ou o que) está na frente do scanner:
- Revopoint MIRACO Plus: para partes do corpo e objetos de pequenos a grandes (pé, perna, coto, tronco, molde). É o mais indicado quando há uma pessoa na frente do scanner.
- Revopoint MetroY: laser azul portátil para peças pequenas e médias, como moldes positivos, componentes e encaixes já fabricados que precisam ser conferidos.
- Revopoint Mini 2: luz azul de alta resolução para objetos pequenos, como moldes de dedos ou peças pequenas de bancada.
Para escanear pessoas, a luz infravermelha do MIRACO Plus faz diferença: ela é Classe 1 (segura para os olhos) e não ofusca o paciente. Scanners de laser azul, como os da linha Metro, são pensados para objetos, não para corpo humano.
Quais especificações do MIRACO Plus importam para escanear o corpo?
Ao escanear uma pessoa, importam a distância de trabalho (para cobrir uma perna sem encostar), a velocidade (o paciente se mexe um pouco, mesmo parado), o campo de visão, a segurança da luz e os formatos de exportação. Estes são os números oficiais:
| Especificação | Revopoint MIRACO Plus | Por que importa em órteses e próteses |
|---|---|---|
| Tipo de luz | Infravermelha, Classe 1 (segura para os olhos) | Pode ser usada perto do rosto e não ofusca o paciente |
| Precisão por quadro (accuracy) | até 0,04 mm | Detalhe de sobra para contornos de pé, perna e coto |
| Repetibilidade por quadro (precision) | até 0,02 mm | Escaneamentos repetidos ficam coerentes entre si |
| Velocidade | até 20 quadros/s | Captura mais rápida reduz o efeito de pequenos movimentos |
| Distância de trabalho | 100 a 1.000 mm | Permite trabalhar perto (detalhe) ou longe (tronco inteiro) |
| Campo de visão (H × V) | Near 40 × 30° · Far 56 × 42° | Modo Far cobre áreas grandes com menos passadas |
| Área de captura | 28 × 53 mm a 100 mm · 975 × 775 mm a 1.000 mm | De um dedo a um tronco |
| Câmera RGB | 48 megapixels | Registra marcações feitas na pele com caneta |
| Processamento e bateria | No próprio scanner · bateria interna de 5.000 mAh | Sem cabo nem notebook ao lado do paciente |
| Peso | 750 g | Fácil de circular em volta da pessoa |
| Formatos de exportação | PLY, OBJ, STL, ASC, 3MF, GLTF, FBX | STL e OBJ abrem nos softwares de modelagem de órteses |
Para entender a diferença entre accuracy e precision, leia Diferença entre precisão e acurácia. O guia completo do aparelho está em MIRACO Plus: guia completo do scanner 3D com tela.

Como digitalizar um membro com scanner 3D, passo a passo?
O roteiro abaixo vale para pé, perna, coto ou tronco. Ele trata só da captura do arquivo; o protocolo clínico (posição articular, carga, correções) é definido pelo profissional responsável.
1. Como preparar o paciente e o ambiente?
- Defina a posição antes de escanear e use um apoio estável, para que a pessoa consiga ficar parada durante a captura.
- Prefira roupa justa ou malha fina na região. Tecido solto vira “ruído” na malha.
- Evite luz solar direta na área; luz ambiente difusa funciona melhor com scanners de luz estruturada.
- Se a equipe usa marcações anatômicas com caneta, faça antes: a câmera RGB registra a cor, e as marcações aparecem na textura.
2. Qual modo e qual rastreamento escolher?
Para membros e tronco, comece pelo modo Far, que cobre mais área por quadro. Use o modo Near só para regiões pequenas e detalhadas. Na pele, o rastreamento por geometria (feature) costuma bastar; marcadores adesivos ajudam em superfícies muito lisas e uniformes, como a canela ou um molde de gesso. O passo a passo de cada modo está em Como usar os modos Far e Near do MIRACO.
3. Como fazer a captura?
Circule em volta do membro num movimento contínuo, mantendo a distância indicada na tela e sobrepondo as passadas. Uma volta completa, sem pressa e sem parar, costuma dar resultado melhor do que várias passadas curtas. Como o MIRACO Plus mostra a captura na tela, dá para ver na hora se faltou alguma área (atrás do joelho, entre os dedos, a planta do pé) e completar antes de liberar o paciente.
No vídeo oficial abaixo, a Revopoint mostra escaneamentos de anatomia humana com seus scanners:
4. Como processar e exportar o arquivo?
No próprio MIRACO Plus, funda os quadros, apague o que não faz parte do membro (apoio, chão, roupa solta) e gere a malha. Feche os furos pequenos e exporte em STL ou OBJ, que são os formatos aceitos pelos softwares de modelagem de órteses e próteses. O arquivo passa para o computador por Wi-Fi 6 ou USB-C.
Uma dica de qualidade: antes de liberar o paciente, confira se a malha tem as regiões de referência que o técnico vai usar no projeto. Refazer uma captura na hora leva minutos; chamar a pessoa de volta leva dias.
5. Para onde vai o arquivo depois?
O STL segue para o software de CAD/CAM de órteses e próteses que a equipe já usa, onde o profissional faz as modificações do molde positivo digital. Depois, o modelo pode ser fresado ou impresso em 3D, conforme o processo de fabricação do laboratório. Se a impressão 3D faz parte do seu fluxo, veja também Scanner 3D para impressão 3D.
Dá para escanear o molde de gesso em vez do paciente?
Sim, e é um caminho comum para começar. O molde fica parado, pode ser escaneado sobre uma mesa giratória e permite repetir a captura quantas vezes for preciso. Abaixo, um exemplo real publicado pela Revopoint: um modelo anatômico de mão em gesso, escaneado com o MIRACO Plus no modo de quadro único (single-shot). Gire e aproxime para ver o nível de detalhe.
Modelo 3D: Plaster Hand – Scanned by Revopoint MIRACO Plus, por Revopoint 3D no Sketchfab.
Moldes de gesso muito brancos e lisos às vezes dificultam o rastreamento por geometria. Nesse caso, alguns marcadores adesivos espalhados pelo molde resolvem. Para superfícies difíceis em geral, veja como escanear objetos brilhantes, pretos e transparentes.
Quais cuidados ter ao usar scanner 3D na área de saúde?
- O scanner é ferramenta de captura. Os scanners Revopoint são equipamentos de digitalização 3D de uso geral. Indicação, projeto, prova e adaptação de órteses e próteses são responsabilidade do profissional habilitado, conforme as normas da profissão.
- Proteja os dados. Um escaneamento do corpo, com textura, é dado pessoal. Guarde os arquivos com controle de acesso e peça o consentimento do paciente, em linha com a LGPD.
- Valide o fluxo. Antes de usar com pacientes, escaneie moldes já conhecidos e compare as medidas com as do fluxo atual da sua equipe.
- Higiene. Siga a rotina de limpeza do ambiente; o scanner não encosta no paciente, mas o apoio e a mesa sim.
Se você também atende odontologia, o fluxo de bancada com modelos de gesso está em Scanner 3D para prótese dentária: do gesso ao STL. Para dicas de captura de corpo inteiro, leia Como escanear uma pessoa em 3D.
Como escolher entre MIRACO Plus, MetroY e Mini 2?
Uma regra simples: se a pessoa vai ficar na frente do scanner, comece pelo Revopoint MIRACO Plus. Se o trabalho é conferir moldes positivos, encaixes e componentes já fabricados, um scanner de laser azul como o Revopoint MetroY entrega mais detalhe em peças pequenas e médias. Se os objetos são pequenos e ficam na bancada, o Revopoint Mini 2 é o mais compacto. Compare todos os modelos lado a lado no comparativo de scanners e veja os preços atualizados na loja.
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A Revopoint 3D Brasil é distribuidora oficial: nota fiscal, garantia oficial e suporte técnico em português. Conte o que você precisa escanear (pé, membro, tronco ou moldes) e indicamos o scanner certo.
Perguntas frequentes
Qual o melhor scanner 3D para órteses e próteses?
Na linha Revopoint, o Revopoint MIRACO Plus é o mais indicado para escanear partes do corpo: é sem fio, processa na própria tela e usa luz infravermelha Classe 1, segura para os olhos. Para conferir moldes e componentes pequenos e médios, o Revopoint MetroY e o Revopoint Mini 2 também aparecem na página de saúde da Revopoint.
O scanner 3D substitui o molde de gesso?
Pode substituir ou complementar. Muitas equipes começam escaneando o molde de gesso que já fazem e, depois, passam a escanear o paciente direto. A decisão sobre o método é do profissional responsável.
O scanner 3D faz o projeto da órtese ou da prótese?
Não. O scanner registra a forma em um arquivo 3D. O projeto, as modificações do molde, a prova e a adaptação são feitos pelo profissional habilitado, no software de CAD/CAM de órteses e próteses que a equipe usa.
Qual a precisão do Revopoint MIRACO Plus?
Pela ficha técnica oficial, precisão por quadro de até 0,04 mm e repetibilidade por quadro de até 0,02 mm, com velocidade de até 20 quadros por segundo e distância de trabalho de 100 a 1.000 mm. São valores de laboratório; o resultado real depende do ambiente e da técnica.
Em que formato sai o arquivo do escaneamento?
O Revopoint MIRACO Plus exporta em PLY, OBJ, STL, ASC, 3MF, GLTF e FBX, segundo a ficha oficial. STL e OBJ são os formatos mais usados nos softwares de modelagem de órteses e próteses.
A luz do scanner é segura para o paciente?
O Revopoint MIRACO Plus usa luz infravermelha Classe 1, que a Revopoint classifica como segura para os olhos. Ainda assim, siga as orientações do manual e os protocolos da sua equipe.
