Para escanear miniaturas e peças de modelismo, o scanner precisa resolver detalhes de décimos de milímetro em objetos que cabem na palma da mão. Na linha Revopoint, o modelo feito para isso é o Revopoint Mini 2: luz azul estruturada, precisão single-frame de até 0,02 mm e volume mínimo de escaneamento de 10 × 10 × 10 mm, segundo a ficha oficial.
Em resumo: com o Mini 2 numa mesa giratória você digitaliza uma escultura própria, recupera uma peça quebrada de um kit, muda a escala de um modelo ou arquiva a sua coleção, e exporta o resultado em STL ou 3MF direto para a impressora 3D de resina. Para bustos, dioramas grandes e figuras em escala maior, o Revopoint POP 4 costuma ser a escolha mais confortável.
Os números deste guia vêm da página oficial do MINI 2 no site global da Revopoint, conferida em 07/11/2026. A seguir: para que serve o scanner no modelismo, qual modelo escolher, o passo a passo de captura e como levar o arquivo para a impressão.

Para que serve um scanner 3D em miniaturas e modelismo?
O scanner transforma uma peça física em malha 3D editável. No hobby e no pequeno negócio de miniaturas, isso abre alguns caminhos práticos:
- Digitalizar esculturas próprias. Quem esculpe em massa epóxi ou argila consegue levar o original (o “green”) para o computador, ajustar e reproduzir em resina.
- Recuperar peças quebradas ou perdidas. Uma antena, um braço ou uma roda de um kit antigo de plastimodelismo ou ferromodelismo pode ser escaneada do lado que sobrou, espelhada e impressa.
- Mudar de escala. Com a malha em mãos, adaptar uma peça de 1:35 para 1:48, por exemplo, vira uma operação de software.
- Conversões e kitbashing. Escanear partes e combiná-las no computador antes de cortar plástico.
- Arquivo da coleção. Um registro 3D com cor de peças pintadas, úteis para catálogo, seguro ou vitrine online.
Um cuidado importante: escanear miniaturas comerciais de outras marcas ou artistas para revender cópias ou distribuir os arquivos pode violar direitos autorais e de marca. O uso responsável é sobre obras próprias, peças sem proteção ou com licença do autor.
Qual scanner Revopoint é indicado para miniaturas?
Para a maioria das miniaturas de jogo, figuras de 28 a 75 mm, peças de kit e acessórios de diorama, o Revopoint Mini 2. A área de captura pequena e a distância de trabalho curta concentram a resolução onde está o detalhe. A tabela resume as especificações que mais pesam nesse uso.
| Especificação | Revopoint Mini 2 |
|---|---|
| Tecnologia | Luz azul estruturada, duas câmeras (classe 1) |
| Precisão single-frame | Até 0,02 mm |
| Exatidão single-frame | Até 0,05 mm |
| Distância entre pontos | Até 0,02 mm |
| Distância de trabalho | 120 a 250 mm |
| Área de captura por quadro | 52 × 64 mm (a 120 mm) a 168 × 132 mm (a 250 mm) |
| Volume mínimo de escaneamento | 10 × 10 × 10 mm |
| Velocidade | Até 16 fps |
| Cor | Sim, câmera RGB de 2 MP e LEDs de flash brancos |
| Rastreamento | Geometria (Feature), marcadores e marcadores globais |
| Formatos de saída | PLY, OBJ, STL, ASC, 3MF, GLTF, FBX |
| Peso | 175 g |
Precisão e exatidão não são a mesma coisa: a primeira mede a repetição entre capturas, a segunda a proximidade do valor real. Se quiser entender a diferença, leia precisão x acurácia em scanners 3D.
E quando a peça é maior que uma miniatura?
Bustos, estátuas de 20 a 40 cm, veículos em escala grande e peças de cosplay saem do terreno confortável do Mini 2, que exige muitas passadas para cobrir áreas maiores. Nesses casos, compare com o Revopoint POP 4 no Mini 2 ou POP 4: qual escolher e veja o guia de scanner 3D para cosplay. Para peças técnicas de modelismo em metal, como rodas e engrenagens de ferromodelo, vale ler o comparativo Mini 2 x MetroY. A tabela completa de modelos está no comparativo de scanners Revopoint.
Qual o menor tamanho de miniatura que o Mini 2 escaneia?
A ficha oficial informa volume mínimo de 10 × 10 × 10 mm. A própria Revopoint observa que dá para escanear objetos menores, mas que isso exige técnica avançada de captura e de pós-processamento. Na prática, uma figura de 28 mm entra com folga na faixa recomendada; detalhes isolados menores que 10 mm, como uma mão solta ou uma granada de resina, pedem paciência e, muitas vezes, escanear a peça ainda presa ao sprue ou a uma base maior.
O vídeo oficial abaixo mostra a faixa de tamanho em que o Mini 2 trabalha melhor:
Como escanear uma miniatura passo a passo?
1. Como preparar a peça?
O melhor momento para escanear é com a miniatura montada e no primer cinza fosco, antes da pintura: a superfície uniforme e sem brilho rende a malha mais limpa. Peças pretas, metálicas, vernizadas ou de resina transparente pedem spray de escaneamento, que a Revopoint indica para objetos escuros, muito reflexivos ou transparentes. Veja mais no guia de como escanear objetos pretos, brilhantes e transparentes.
2. Onde posicionar a miniatura?
Fixe a peça numa mesa giratória com massa adesiva (sem cobrir detalhes) e deixe o scanner parado no tripé. A Revopoint oferece a Mini Turntable e a Dual-axis Turntable, esta com inclinação de ±30°, útil para alcançar o rosto e a parte de baixo da figura. O post mesa giratória para scanner 3D detalha a escolha.
3. Geometria ou marcadores?
Miniaturas cheias de dobras e relevos rastreiam bem pela própria geometria. Peças lisas ou simétricas (um tanque de combustível, uma cúpula, uma base redonda) perdem o rastreamento com facilidade. Para elas, a orientação oficial é usar marcadores em padrão irregular, com 1 a 2 cm entre eles e pelo menos 5 sempre no quadro, ou o Magic Mat, tapete preto de 50 × 50 cm com marcadores. Como uma miniatura não comporta marcadores no corpo, coloque-os na base ou no tapete. Mais detalhes em marcadores para scanner 3D.
4. Quantas passadas fazer?
Menos do que parece. No FAQ oficial do Mini 2, a Revopoint afirma que repetir o escaneamento sobre a mesma área piora o modelo e que uma passada próxima ao objeto dá a melhor exatidão. Faça uma volta completa na mesa giratória, vire a peça (de cabeça para baixo ou deitada) para uma segunda captura e una as duas no software.
5. Como tratar a malha?
No Revo Scan, que acompanha o Mini 2, apague a base e a massa adesiva, alinhe as capturas, gere a malha e preencha furos pequenos. Para limpeza mais fina, siga o roteiro de como reparar uma malha 3D.

Como fica uma miniatura escaneada com o Mini 2?
O modelo abaixo foi publicado pela conta oficial da Revopoint no Sketchfab: uma figura de wargame com 70 mm de altura, capturada com o Mini 2. Gire, aproxime e observe as dobras de tecido, o rosto e as arestas da armadura.
Como levar o scan para a impressora 3D de resina?
O Mini 2 exporta em STL e 3MF, os formatos que os fatiadores de resina leem, e a Revopoint confirma que os modelos escaneados podem ir para a maioria deles. Antes de fatiar:
- confira se a malha está fechada (sem furos) e sem faces invertidas;
- ajuste a escala no software de modelagem, não no fatiador, se for trocar de escala com frequência;
- deixe ocas as peças maiores e abra furos de drenagem;
- reduza a contagem de polígonos só o necessário: o detalhe fino é justamente o que você quer manter.
Na dúvida sobre formatos, veja STL, OBJ ou PLY: qual formato usar. O fluxo completo do scan à peça impressa está em scanner 3D para impressão 3D.
Quais erros mais atrapalham o scan de miniaturas?
- Escanear a peça já pintada com metálicos ou verniz brilhante. O reflexo gera ruído e buracos.
- Ficar perto demais ou longe demais. Respeite a faixa de 120 a 250 mm da ficha oficial.
- Passar várias vezes sobre a mesma área. Segundo a Revopoint, isso piora o modelo.
- Escanear ao ar livre. A ficha do Mini 2 não recomenda uso externo por causa da luz azul; prefira ambiente interno e luz difusa.
- Esquecer a parte de baixo. Sem a segunda captura com a peça virada, a sola dos pés e o interior da capa ficam vazios.
Se o seu trabalho também envolve peças pequenas com acabamento fino, como anéis e pingentes, o guia de scanner 3D para joias segue a mesma lógica. E a ficha completa do equipamento está no guia do Revopoint Mini 2. Para preços e condições, consulte a loja Revopoint 3D Brasil.
Quer digitalizar suas miniaturas?
Veja o Revopoint Mini 2 e os acessórios na loja oficial ou fale com um especialista sobre as suas peças.
Perguntas frequentes sobre scanner 3D para miniaturas
Qual o menor objeto que o Revopoint Mini 2 consegue escanear?
A ficha oficial indica volume mínimo de escaneamento de 10 × 10 × 10 mm. A Revopoint informa que é possível ir abaixo disso, mas que objetos menores exigem técnica avançada de escaneamento e de pós-processamento.
O Revopoint Mini 2 captura cor de miniaturas pintadas?
Sim. Segundo a ficha oficial, o Mini 2 tem escaneamento colorido, câmera RGB de 2 MP e LEDs de flash brancos. Se a peça precisar de spray de escaneamento, porém, a cor original deixa de ser capturada, então escaneie a geometria e a cor em etapas separadas quando fizer sentido.
Dá para imprimir em resina o arquivo gerado pelo scanner?
Sim. O Mini 2 exporta em STL e 3MF, entre outros formatos, e a Revopoint confirma que os modelos escaneados podem ir para a maioria dos fatiadores. Antes de imprimir, feche a malha, confira a escala e, se a peça for grande, deixe-a oca com furos de drenagem.
Como escanear uma miniatura preta, metálica ou transparente?
A Revopoint recomenda spray de escaneamento para objetos transparentes, escuros ou muito reflexivos. Para miniaturas, uma alternativa comum é escanear a peça ainda no primer cinza fosco, antes da pintura.
Preciso de marcadores para escanear miniaturas?
Nem sempre. Miniaturas com muitos detalhes costumam rastrear bem pela geometria (modo Feature). Peças lisas ou simétricas pedem marcadores ao redor do objeto ou um tapete com marcadores, como o Magic Mat, conforme a orientação oficial da Revopoint.
Posso escanear miniaturas comerciais e vender as cópias?
Não sem autorização. Escanear uma miniatura de outra empresa ou artista para revender ou distribuir o arquivo pode violar direitos autorais e de marca. Use o scanner em esculturas próprias, peças sem proteção ou com licença do autor.
